Outubro Rosa 2024: Ministério da Saúde lança campanha “Mulher: Seu Corpo, Sua Vida” para promover a prevenção e o diagnóstico do câncer de mama e de colo do útero.

O mês de outubro é tradicionalmente marcado pela cor rosa, em alusão a campanha para a conscientização para o controle do câncer de mama, criada na década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. Neste ano, o tema da campanha divulgada pelo Ministério da Saúde é “Mulher: seu corpo, sua vida”, que busca reforçar o amor próprio e o protagonismo feminino no gesto de autocuidado que é a prevenção.

De acordo com a Ministra Nísia Trindade, para reportagem realizada pelo próprio Ministério, o tema deste ano busca “estimular a conexão das mulheres com a saúde, de forma que a prevenção e o diagnóstico precoce sejam algo contínuo em suas vidas e não apenas no mês de outubro”. Para além do rosa, que já integra a identidade da mobilização, este ano haverá também a presença de outras cores, que representam a diversidade das mulheres brasileiras.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos tipos de câncer mais frequente em mulheres, seguido do câncer do colo do útero. Ambos ficam atrás apenas do câncer de pele. Segundo o site do Ministério da Saúde foram estimados 73,6 mil casos de câncer de mama em 2024 e 17 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no triênio 2023-2025. Isso significa  cerca de 67 e 15 casos, respectivamente, a cada 100 mil mulheres.  O câncer de mama é considerado raro antes dos 35 anos, mas o risco do surgimento da doença cresce progressivamente, principalmente após os 50 anos.

Sintomas, tratamento e prevenção

A presença de nódulos (ou caroços), fixos e que não provocam dor é o sintoma mais conhecido do câncer de mama. Outros sintomas frequentes são a pele da mama avermelhada e retraída, como uma casca de laranja, alterações nos mamilos, pequenos nódulos nas axilas e no pescoço, além da saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos. 

Por isso, o exame do toque e autoconhecimento são tão importantes para que a paciente procure ajuda profissional. O diagnóstico envolve a avaliação clínica das mamas, exames de imagem como a mamografia e a biópsia. Existem diversos tratamentos para a doença, que podem envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

O câncer de colo do útero pode não apresentar sintomas na fase inicial. Já nos casos mais avançados, pode apresentar sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal, dor durante a relação sexual, dor abdominal, além de queixas urinárias ou intestinais. O diagnóstico é feito por meio do exame pélvico e da história clínica da paciente, além do exame da vagina, colo do útero, útero, ovário e reto por meio de avaliação com espéculo, pelo toque vaginal e retal, exame preventivo (Papanicolau), colposcopia e biópsia. Já o tratamento é feito por eletrocirurgia, quimioterapia e radioterapia.

De acordo com Ministério da Saúde, cerca de 17% dos casos de Câncer de Mama podem ser evitados através da adoção de hábitos de vida saudáveis, como a prática de exercícios e evitar a ingestão de bebidas alcoólicas. Já o uso de preservativos durante a relação sexual com penetração e a vacinação contra o HPV são as principais formas de prevenção do câncer de colo de útero. 

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico, tratamento e condições para prevenção gratuitos de ambos tipos de câncer.

Câncer de Mama e pessoas trans

Homens e mulheres trans também podem ser acometidos pelo câncer de mama. Segundo a pesquisa realizada em 2019 pela University Medical Center, em Amsterdã, e divulgada pela ONG Oncoguia, as mulheres trans possuem cerca de 47 vezes mais chances de desenvolver câncer de mama do que os homens cisgênero. Este risco maior para as mulheres trans está fortemente atrelado ao uso do hormônio feminino  estrogênio, durante a transição. Por isso, é necessário que essas mulheres estejam sempre atentas às suas mamas e ao seu histórico familiar.

Já com relação aos homens trans, o risco é reduzido nos casos em que é realizada a mastectomia bilateral, popularmente conhecida como a retirada das mamas. Contudo, uma pequena quantidade de tecido residual e dos mamilos são mantidos após a cirurgia. Por isso, existe a possibilidade desse tecido remanescente se desenvolver em um câncer. Neste caso, homens trans também devem permanecer atentos aos seus corpos e surgimento de nódulos em suas axilas e na região das mamas.

Conheça alguns hospitais e clínicas que estão oferecendo mamografias gratuitas durante o mês de outubro:

A mamografia, bem como o exame preventivo, podem ser realizados ao longo de todo o ano de forma gratuita pelo SUS. Como parte das ações promovidas pelo Outubro Rosa, o Instituto Mário Penna oferecerá, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, 4.000 mamografias gratuitas. De acordo com as informações do site, o agendamento deve ser realizado pela própria secretaria de saúde.Já a ONG Américas Amigas realiza a doação de exames para detecção e diagnóstico de câncer de mama para pessoas em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil. A ação prioriza pessoas com idade acima de 40 anos, que apresentem histórico de câncer de mama em parentes de primeiro grau com diagnóstico da doença antes dos 50 anos de idade, câncer de mama bilateral ou câncer de ovário em qualquer idade, sem prótese mamária estética, além da presença de nódulo ou caroço na mama ou axila. Os exames são oferecidos em clínicas, laboratórios, hospitais parceiros e nas ações que são realizadas na Unidade Móvel (carreta), da ONG.

 

Com informações do Ministério da Saúde e da ONG Oncoguia.

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Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/outubro-rosa-2024-ministerio-da-saude-lanca-campanha-mulher-seu-corpo-sua-vida-para-promover-a-prevencao-e-o-diagnostico-do-cancer-de-mama-e-de-colo-do-utero/> Acesso: 06/06/2026 às 01:40