Setembro Amarelo: falar, escutar e apoiar podem salvar vidas
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas cometem suícidio por ano no mundo. Este número pode chegar a 1 milhão, considerando casos não reportados. No Brasil, são cerca de 14 mil suicídios por ano, o que representa aproximadamente 38 mortes por dia. Ainda, de acordo com o site Setembro Amarelo,a cada 100 mortes no mundo, uma ocorre por suícidio. Estes dados refletem a relevância das mobilizações do Setembro Amarelo, considerada a maior campanha anti estigma do mundo.
O tema deste ano 2025 repete o mote da campanha do ano passado: “Se precisar, peça ajuda!”. O slogan reforça a importância de buscar apoio nas situações mais difíceis e dolorosas. É necessário que toda a sociedade atue na conscientização da importância que a vida tem e contribuir na prevenção do suícidio para romper com o tabu que envolve o tema.
De acordo com a psiquiatra Sandra Peu, para a Agência Brasil, as pessoas que apresentam algum tipo de sofrimento mental são aquelas que possuem maior risco de tirar a própria vida. Segundo a psiquiatra, mudanças bruscas de humor e de comportamentos são sinais que podem indicar que uma pessoa tenha pensamentos suicidas: “Vamos focar principalmente na situação de humor, mudança de comportamentos, mudança de autocuidado, desesperança, desespero, falta de perspectivas, sensação de culpa, queda do dinamismo, menos força para fazer as atividades do dia a dia, prejuízo de atenção e memória, alterações de sono e vigília, alterações de apetite, perda do hedonismo, não tem mais capacidade de sentir prazer como sentia antes, obviamente tristeza ou então euforia, ou estados mistos, em que a tristeza e a euforia acabam se apresentando simultaneamente ou em ciclos muito rápidos”.
Contudo, ainda segundo a Sandra Peu, apenas um médico, preferencialmente um psiquiatra, tem condições de avaliar o risco de suícidio. O paciente pode afirmar que deseja morrer, mas existem também situações de parassuicídio, onde a pessoa se coloca em risco de vida voluntário. Por isso, o acompanhamento profissional, com psicólogos e médicos psiquiatras, são essenciais para o diagnóstico e a prevenção.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um serviço voluntário de escuta, apoio emocional e prevenção ao suícidio para quem precisa conversar. O atendimento é ofertado em todo país, funciona 24h e é gratuito. A pessoa pode buscar ajuda pelo telefone 188, por e-mail ou pelo chat do site. Todas as informações estão disponíveis em cvv.org.br. O serviço também oferece postos de atendimento presenciais em algumas cidades. Em Minas Gerais, o serviço é realizado em Belo Horizonte (Rua Desembargador Barcelos, 1286, Bairro Nova Suíça) e em Montes Claros (Rua São Marcos, 17, Bairro Todos os Santos). Em caso de urgência ou de elevado risco de morte, é necessário ligar para o SAMU, pelo telefone 192.
O SINDIFES-MG atua junto às IFE para desenvolver programas de cuidado à saúde mental dos Técnico-Administrativos em Educação, de forma a promover ambientes de trabalho mais saudáveis. Cuidar da saúde mental no ambiente de trabalho é também uma ação importante para prevenir o suícidio.
*Com informações de SetembroAmarelo.org, SetembroAmarelo.com, Agência Brasil e Itatiaia.
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Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/setembro-amarelo-falar-escutar-e-apoiar-podem-salvar-vidas/> Acesso: 05/06/2026 às 23:22



