Categoria debate decisão da UFMG de adiar discussão sobre paridade para depois das eleições
Os Técnico-Administrativos em Educação da base do SINDIFES se reuniram em Assembleia Sindical Geral Online nesta quarta-feira, 13 de agosto, para debater os desdobramentos da reunião do Conselho Universitário da UFMG sobre a paridade no processo eleitoral para reitor(a). Embora a proposta de votação igualitária entre os três segmentos não tenha sido aprovada para o pleito atual, foi deliberado que, após as eleições, o tema será encaminhado para ampla discussão na comunidade universitária, em todas as congregações e uma comissão será designada para ajudar a encaminhar a mudança no estatuto até março de 2026. Com cerca de 200 participantes entre Zoom e YouTube, a assembleia também elegeu os(as) delegados(as) que representarão a Categoria na próxima Plenária da FASUBRA, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, em Brasília.
Luta pela Paridade continua
A Assembleia teve como ponto principal o relato da reunião do Conselho Universitário da UFMG, que discutiu o Regulamento Eleitoral e, deliberado por maioria pela Comissão que propôs o regulamento, que debateu sobre a implantação do modelo paritário para consulta à comunidade universitária.
Cristina del Papa, coordenadora-geral do SINDIFES e titular do Conselho Universitário, iniciou com os informes, relatando os trabalhos da Comissão, composta por três professores, dois técnicos (ela e Ruleandson do Carmo Cruz) e dois estudantes. Durante os trabalhos, foi proposto que o processo eleitoral para reitor(a) já fosse realizado utilizando a paridade no peso das categorias (⅓ para cada segmento) e mantendo a fórmula atual. A decisão foi submetida a votação, sendo aprovada por maioria, com apoio dos TAE, estudante e da professora Andréa Moreno, diretora da FAE-UFMG.
Ruleandson, TAE do Cedecom, também titular no Conselho Universitário, lembrou que, mesmo diante de falas sobre a impossibilidade de discussão por conta do prazo, a Comissão elaborou uma carta defendendo que, apesar do tempo exíguo para o início do processo eleitoral, a pauta fosse incluída. “Essa carta, pedindo que fosse pautada a alteração do estatuto, e a votação da Comissão foram duas coisas que aconteceram pela primeira vez e que a gente conseguiu costurar”, explicou. Ele também apontou a composição paritária da comissão eleitoral que será formada como outra conquista da luta.
Foi relatado que muitos professores se manifestaram a favor da paridade, mas apontaram como impedimento o prazo para adequar o estatuto da UFMG, já que as inscrições para chapas estavam marcadas para o dia 25 de agosto. Roberta Morato, TAE da FAE-UFMG e titular do Conselho Universitário, destacou o constrangimento dos docentes ao serem lembrados de que a Categoria já havia levantado a questão. “A gente questionava o tempo inteiro: por que não foi falado? Por que ainda não foi feito? Por que vocês não discutiram de novembro para cá? Por que vocês não discutiram nos últimos 27 anos? Levantamos a hipocrisia que era não pautar a paridade por terem 70 contra 15, 15”, disse.
“Parabéns à Categoria que atendeu ao chamado para estar na reitoria. Ontem foi um movimento importante. É a primeira reunião do Conselho que eu participo que trata, de fato, da questão da paridade. É um fato histórico: ficamos quase cinco horas discutindo um único tema, a questão da paridade”, declarou Herivelton Ferraz, TAE da FAFICH-UFMG e titular do Conselho Universitário. Segundo ele, o caminho agora é avançar nos debates nas congregações, realizar seminários e fomentar a Categoria para intensificar o debate.
Pamela Michelle, coordenadora de Qualidade de Vida e Saúde do SINDIFES e titular do Conselho Universitário, pontuou a atuação da reitoria: “Uma falta de empenho muito grande, considerando que esse pedido foi feito em dezembro (de 2024) e houve tempo suficiente para trabalhar. Mas, enfim, a situação está posta. Agora a gente tem que trabalhar ativamente para mobilizar toda a comunidade e prosseguir nessa luta”.
Após os intensos debates, o Conselho Universitário aprovou que, logo após as eleições para reitor(a), esse tema será encaminhado para ser discutido amplamente pela comunidade universitária e designada uma comissão que fará os encaminhamentos da discussão sobre a paridade nos pleitos da UFMG, para Reitor(a) e Diretor(a) de Unidade, com prazo para conclusão dos trabalhos até março de 2026. A reitora, professora Sandra Regina de Almeida Goulart, registrou seu compromisso com a pauta e com nova discussão no Conselho Universitário ainda em seu mandato.
Finalizando os informes, Cristina reforçou a importância de a Categoria prosseguir mobilizada. “Nós vamos fazer uma assembleia para tirar o posicionamento da Categoria em relação a esta eleição, se vamos participar anulando o voto ou se não vamos participar. E, quando se iniciarem as discussões nas congregações, vamos para cima disputar e aprovar a paridade. A nossa luta pela paridade não finda aqui!”, afirmou.
Informes gerais
O Baile do SINDIFES-MG acontecerá no dia 7 de novembro de 2025, no Clube Labareda. O prazo para filiação e garantia de participação encerrou-se em 7 de agosto.
Neste ano, os convites terão reajuste de preços e, para convidados acima de 15 anos, serão divididos em duas categorias: familiares: esposo(a), companheiro(a), filhos(as), netos(as), pai e mãe, e demais convidados.
Levantamento feito a partir dos dados do último baile mostrou crescimento na presença de convidados externos — pessoas de fora da Categoria e que não se enquadram como familiares. A medida busca reforçar o caráter familiar do evento e manter o foco na Categoria.
Seminário híbrido do FONASEFE sobre a Reforma Administrativa
Nos dias 15 e 16 de agosto, o FONASEFE realizará um seminário híbrido sobre a Reforma Administrativa. Os interessados em assistir podem acessar o canal do Fórum no YouTube. Outras informações em:
Confira a programação do Seminário sobre a Reforma Administrativa
Categoria aponta momento político desfavorável à greve
Foi aprovado, por ampla maioria, que os(as) delegados(as) do SINDIFES-MG defendam que o momento político, tanto na conjuntura nacional quanto na relação entre Categoria e Governo, não é favorável à proposição de nova greve neste momento.
Cristina del Papa informou que, na última plenária da FASUBRA, o levantamento indicou que não havia mobilização necessária para a deflagração de uma greve. Ela apontou ainda que uma paralisação proposta para este período, na atual conjuntura, não ajudaria nas reivindicações.
“A FASUBRA mandou um ofício para o Ministério da Gestão e Inovação cobrando os estudos técnicos (sobre os pontos em aberto do Acordo de Greve) e que eles tinham acabado com a mesa unilateralmente. Nos responderam que ainda estão fazendo os estudos e vão apresentá-los para as entidades sindicais”, relatou Cristina. Ela informou também que a Federação já solicitou à assessoria jurídica um parecer sobre a possibilidade de ingresso de ação judicial para cumprimento do termo de acordo.
Pautas no MEC e racionalização dos cargos
Os pontos de pauta que estão na mesa de discussão com o Ministério da Educação estão avançando. Entre eles, destacam-se o GT Racionalização, que será criado em setembro e a democratização das instituições de ensino. Como as mesas no MEC estão mais ativas, foi solicitado que as 30 horas sejam discutidas no MEC. A Comissão Nacional de Supervisão da Carreira se reunirá em setembro para tratar da racionalização dos cargos. Cristina explica que, como essas mesas avançam, a greve poderia paralisar esses trabalhos. “Não entrar em greve não é abrir mão do cumprimento do termo de acordo. Temos outras demandas lá e vamos continuar cobrando. Nós não vamos abrir mão de nada!”. Temos também pressionado a ANDIFES para fazer a aceleração dos(as) aposentados(as), conforme consta do termo de acordo, finalizou.
Após os informes e avaliações, foi realizada a eleição dos delegados para a Plenária da FASUBRA Sindical, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, em Brasília. Foram inscritas duas chapas:
Chapa 1 – Frente Ampla Democrática (Herivelton Ferraz)
Chapa 2 – Campo Cutista (Cristina del Papa)
Resultado:
Total de votantes: 88 (85 na enquete e 3 no chat; não houve votos no YouTube)
Chapa 1: 21 votos (23,86%) = 1,67 → 2 delegados(as)
Chapa 2: 64 votos + 3 no chat = 67 (76,13%) = 5,33 → 5 delegados(as) + 1 de Direção
Notícias Relacionadas
Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/comissao-designada-para-regulamentar-o-processo-de-escolha-do-novo-reitorado-da-ufmg-reuniu-se-na-ultima-terca-15/> Acesso: 05/06/2026 às 23:21





