Enfermagem vai às ruas para exigir pagamento do Piso Salarial Nacional

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Milhares de trabalhadores e trabalhadoras da Enfermagem, incluíndo a base do SINDIFES, participaram, na manhã desta terça-feira, dia 14 de fevereiro, do Ato Nacional em Defesa do Piso Salarial para Enfermeiros, Técnicos em Enfermagem, Auxiliares de Enfermagem e Parteiras. A Categoria reinvindica que governantes municipais, estadual e federal e iniciativa privada paguem o piso, conforme aprovado em 2022. Em Belo Horizonte, participaram do ato a base do SINDIFES, Sindibel, Sindisaúde, Sindiess, Seemg e Coren-MG entre outros.

A coordenadora-geral do SINDIFES, Cristina del Papa, lembrou que além do Hospital das Clínicas da UFMG, há enfermeiros e enfermeiras em outras unidades e instituições. “Estamos aqui, mais uma vez, em defesa do pagamento do piso, para que o piso seja efetivado, concretizado, no salário de todos aqueles que trabalham na enfermagem e só vamos parar quando isso se efetivar”, disse.

Segundo Matelane Resende, coordenadora de Saúde do Trabalhador e Qualidade de Vida do SINDIFES, a enfermagem é a Categoria mais antiga da assistência à saúde. “Somos 70% dos profissionais da classe da saúde e porquê não ficarmos mais unidos pelo que é nosso de direito. Temos a luta pelo piso, a luta pelas 30h e pela nossa valorização. Nossa profissão não é doação, é conhecimento e é ciência”, explica. “Precisamos cada vez mais de consciência de classe e lutar pelos nossos direitos porque nossos deveres a todo o tempo são colocados, mas nosso direitos estão esquecidos há muito tempo. Só com luta, força e união vamos conseguir a nossa valorização”, finaliza a coordenadora.

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Entenda a luta pelo Piso

Em agosto de 2022, a categoria depois de muita mobilização e luta conseguiu garantir o Piso Salarial por meio da Lei 14.434/22, que foi suspensa, em 4 de setembro/22 pelo STF – Supremo Tribunal Federal. A nova lei viria trazer valorização a esses profissionais, que hoje recebem salários baixos diante do muito que fazem e da especificidade de sua profissão. Se a Lei do Piso fosse cumprida hoje, por exemplo, a média salarial de um/a enfermeiro/a que, atualmente, é de cerca de R$ 3 mil passaria para R$ 4.750,00. Os técnicos perceberiam 70% deste valor (R$ 3.325), auxiliares e parteiras 50% (R$ 2.375). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 42/2022 estabelece as fontes de custeio para o Piso Nacional da Enfermagem.


Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/sindifes-mg-e-comando-geral-de-greve-convocam-os-tae-para-debate-sobre-paridade-na-ufmg/> Acesso: 06/06/2026 às 04:05