Irany Campos, Técnico-Administrativo da UFMG será homenageado por sua luta contra a Ditadura nesta quinta, 20

Irany Campos ao meio. Neide Dantas à esquerda e Wellington Marçal à direta.
No próximo dia 20 de junho, quinta-feira, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais (CONEDH-MG) irá homenagear Irany Campos, Técnico-Administrativo em Educação da UFMG e ex-coordenador do SINDIFES, com o Diploma Diva Moreira junto a outras personalidades que lutaram contra a Ditadura no Brasil. A cerimônia acontecerá às 19h no Auditório da Faculdade de Direito da UFMG, situado na Avenida João Pinheiro, nº 100, no Centro de Belo Horizonte.
Irany Campos será reconhecido, pelo CONEDH-MG, por sua notável atuação durante o período da Ditadura Militar no Brasil, entre os anos de 1964 e 1985. Sua persistente defesa da democracia e sua corajosa resistência contra as arbitrariedades do regime militar são destacadas nesta homenagem, que integra as atividades de memória dos 60 anos do golpe civil-militar no país.
A indicação da homenagem foi feita pelo SINDIFES que integra o Conselho e é representado pela Técnica-Administrativa em Educação, Cristina del Papa e Wellington Marçal de Carvalho.
Diva Moreira:
é mineira de Bocaiúva, Norte do Estado, neta de escravo, filha de empregada doméstica e de um pai “inexistente”, começou nas lutas sociais desde cedo e atuou na reforma sanitária e na luta anti-manicomial nos antos 1970. Atuou no movimento de Mulheres pela Anistia política e pela redemocratízação do país. Fundou, no fim dos anos 1980, a Casa Dandara, um centro de educação e cultura para a população negra de Belo Horizonte.
Irany Campos:
nasceu em 1938 na cidade de Conselheiro Pena, localizada no Vale do Rio Doce em Minas Gerais. Em 1958 passou a integrar o corpo dos Técnicos-administrativos em Educação da Escola de Medicina da antiga Universidade de Minas Gerais, hoje UFMG, como Laboratorista. Desde pequeno, quando ainda era jornaleiro, participou de diferentes atividades políticas. A partir de 1964 militou ativamente contra o regime militar, inclusive em ações de luta armada com o Comando de Libertação Nacional (COLINA).
Em 1970 foi exilado no Chile, como um dos presos políticos trocados pela liberdade, no famoso sequestro do embaixador suíço. Após vários anos no exílio, tendo passado por países como Cuba, México, Alemanha, Angola e Portugal, Irany pode voltar ao Brasil por conta da Lei de Anistia.
Já no período de redemocratização do Brasil, Irany participou ativamente da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Minas Gerais (Assufemg) e da criação do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (SINDIFES). Inclusive, já ocupou o cargo na Diretoria Educação Política e Formação Sindical do SINDIFES, durante as gestões 2008-2010 e 2010-2012.
Conheça mais da história de Irany Campos na Assembleia Temática abaixo:
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Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/sindifes-mg-e-comando-geral-de-greve-convocam-os-tae-para-debate-sobre-paridade-na-ufmg/> Acesso: 06/06/2026 às 02:53





