Lei Delegada: novo golpe de Anastasia contra os trabalhadores

Governador edita Lei Delegada que impõe ao Legislativo a renúncia ao direito de participar das novas reformas administrativas pretendidas pelo Estado

Pouco depois de se reeleger, Antônio Anastasia reafirma as velhas práticas autoritárias tucanas. O governador editou uma Lei Delegada, um golpe que impõe ao Legislativo a renúncia ao direito de participar das novas reformas administrativas pretendidas pelo Estado. No discurso e na prática, quer implantar de forma arbitrária o Estado mínino, promover cortes com mais um choque de gestão e, novamente, jogar nas costas dos trabalhadores da educação, da saúde, do funcionalismo em geral e da sociedade mineira as contas da decisão.

Como de hábito, o governo aumenta a jornada de trabalho da saúde, não valoriza os trabalhadores e trabalhadoras, não dialoga com os movimentos sociais e, em especial, com o movimento sindical. Além disso, ele exige carta-branca para governar, sem qualquer interferência do Poder Legislativo ou qualquer debate com a sociedade.

A Central Única dos Trabalhadores repudia intransigentemente a postura golpista do governador, que mantém a estratégia do seu antecessor, Aécio Neves, um recordista em edições de Leis Delegadas e das práticas antidemocráticas. A CUT e os sindicatos do funcionalismo público vão lutar e buscar mecanismos para evitar que o governo tenha um cheque em branco para administrar o Estado. Além disso, vamos apoiar o bloco de oposição na Assembleia Legislativa, que promete reagir, comprovar a inconstitucionalidade da Lei Delegada e desarticular o golpe do governador.


Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/sindifes-mg-e-comando-geral-de-greve-convocam-os-tae-para-debate-sobre-paridade-na-ufmg/> Acesso: 06/06/2026 às 04:06