Nota de pesar às famílias das vítimas TAE do CEFET-RJ

Na última sexta-feira, 28 de novembro de 2025, um servidor Técnico-Administrativo (TAE) do CEFET-RJ atirou contra duas colegas de trabalho dentro do Campus Maracanã, no Rio de Janeiro, e, em seguida, tirou a própria vida, fato amplamente noticiado pela imprensa nacional.

O SINDIFES-MG manifesta sua solidariedade às famílias das vítimas, às pessoas amigas e colegas de trabalho, bem como a toda a comunidade do CEFET-RJ, particularmente às servidoras e aos servidores TAE. Trata-se de uma tragédia que fere toda a rede federal de educação e que atinge, de maneira muito direta, a nossa Categoria.

Esse episódio não pode ser tratado como um fato isolado, restrito ao gesto individual de um servidor. Ele ocorre em um contexto de adoecimento crescente nas Instituições Federais de Ensino (IFE), marcado por sobrecarga de trabalho, ausência de dimensionamento adequado das equipes, escassez de concursos públicos, conflitos não mediados e uma cultura institucional que, muitas vezes, naturaliza o assédio e a violência simbólica e organizacional.

Também não é possível ignorar que, em um país atravessado pelo machismo estrutural, o assassinato de mulheres no ambiente de trabalho dialoga com o feminicídio e com diferentes formas de violência de gênero. Ao mesmo tempo, reduzir o ocorrido a uma explicação rápida e simplificadora é uma forma de invisibilizar a responsabilidade das instituições e do Estado na prevenção de situações extremas e no cuidado cotidiano com a saúde mental e as condições de trabalho.

Para o SINDIFES-MG, essa tragédia reforça a urgência de políticas sérias e permanentes de saúde mental e saúde do trabalhador, que incluam, entre outros pontos: atendimento psicológico e psicossocial acessível, exames periódicos efetivos, programas de prevenção ao assédio moral e sexual, protocolos claros de mediação de conflitos, formação de chefias e gestores para o cuidado com pessoas, além de equipes suficientes para atender às demandas pedagógicas, de assistência estudantil e de gestão.

Reafirmamos que nenhuma nota de pesar será suficiente se não vier acompanhada de compromisso concreto com mudanças estruturais. Nosso sindicato seguirá cobrando das gestões das IFE em Minas Gerais e do governo federal a implementação de políticas robustas de saúde laboral, combate ao assédio, fortalecimento das equipes e valorização real do trabalho das servidoras e dos servidores TAE.


Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/sindifes-mg-e-comando-geral-de-greve-convocam-os-tae-para-debate-sobre-paridade-na-ufmg/> Acesso: 05/06/2026 às 22:17