Selic: 5ª alta consecutiva não surpreende, mas causa indignação

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copam) elevou, nesta quarta-feira (20), a taxa básica de juros (Selic) em 0,25%, para 12,5%. A decisão tinha sido antecipada pelo "mercado" e não causou surpresas, mas provocou ampla indignação na sociedade, especialmente entre os trabalhadores.

As centrais sindicais, por meio de nota, reagiram a mais esta alta da Selic.

"Com esta estratégia de aumentar a taxa Selic sob o argumento de que tal iniciativa mantém a estabilidade da economia, o Copom (Comitê de Política Monetária) agrada o mercado financeiro – principal beneficiado por esta medida", diz a nota da Força Sindical.

"Ao aumentar para 12,5% a Selic, o Banco Central demonstra mais uma vez sua falta de sintonia em relação aos anseios populares e de parte do empresariado. Mais juros significam menos empregos, menos investimentos produtivos e, diante de um cenário internacional que a cada semana se mostra mais nebuloso, tal decisão coloca em risco o projeto de desenvolvimento necessário para o Brasil", afirmou a CTB.

"Essa decisão do Copom mostra que a autoridade monetária só tem uma receita, a de manter o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais altos, independentemente da conjuntura", enfatiza nota da UGT. Leia a íntegra da nota da UGT

Até o fechamento desta matéria, CUT e Nova Central ainda não haviam publicado seus respectivos posicionamentos acerca da decisão do Banco Central. A página da CGTB está "em manutenção" e desse modo não foi possível verificar o posicionamento da central.


Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/sindifes-mg-e-comando-geral-de-greve-convocam-os-tae-para-debate-sobre-paridade-na-ufmg/> Acesso: 06/06/2026 às 01:24