SINDIFES-MG se solidariza com aluno/pesquisador vítima de ato discriminatório na UFMG e cobra o fim da terceirização e a retomada dos concursos públicos para todos os cargos
A Direção do SINDIFES-MG vem, por meio desta, solidarizar-se com o aluno e pesquisador Reginaldo Cordeiro dos Santos Júnior, que foi vítima de um ato discriminatório nas dependências da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH), no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais, na última segunda-feira, dia 15 de setembro, praticado por um trabalhador terceirizado.
O SINDIFES-MG repudia veementemente o ato de preconceito racial sofrido por Reginaldo Cordeiro. Reafirmamos nosso compromisso com a luta pelo fim de todas as formas de opressão e preconceito, e pela construção de uma universidade pública plural, inclusiva e antirracista.
Mais uma vez, somos obrigados a denunciar os impactos da política de terceirização imposta às universidades e ao serviço público. A cada nova licitação, aprofunda-se a precarização das condições de trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados, que frequentemente não recebem formação, capacitação ou treinamentos adequados para o exercício de suas funções.
Enquanto servidores concursados ingressam com formação exigida por edital e têm direito à capacitação, qualificação e formação continuada, os terceirizados são, muitas vezes, abandonados pelas empresas contratadas que atrasam salários, vale alimentação e transporte, que priorizam o lucro em detrimento da dignidade do trabalho e da qualidade do serviço prestado.
Infelizmente, enquanto a terceirização continuar a ser utilizada como política de gestão, episódios como o ocorrido tendem a se repetir. Por isso, o SINDIFES-MG defende o fim da terceirização e a retomada dos concursos públicos para todos os cargos, incluindo porteiros e vigilantes, como forma de garantir condições dignas de trabalho, valorização profissional e respeito aos princípios do serviço público.
Por fim, destacamos que a demissão do trabalhador envolvido não é a solução, pois defendemos o processo pedagógico de aprendizagem. Enquanto houver terceirizados atuando nas instituições públicas, é dever da universidade e das empresas contratadas garantir a formação, capacitação e qualificação antirrascista necessária para o exercício adequado de suas funções. É assim que se corrige, educa e constrói um ambiente verdadeiramente inclusivo, sem perpetuar a exclusão e a desinformação, principalmente que atos e ações racistas é crime.
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Disponível em <https://v0.sindifes.org.br/sindifes-mg-e-comando-geral-de-greve-convocam-os-tae-para-debate-sobre-paridade-na-ufmg/> Acesso: 05/06/2026 às 23:21





